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Palavra do Paroco
Mensagem aos casais do XXVII E.C.C.

Querido casal,

Nós sonhamos e queremos uma sociedade ordenada e vigorosa. Que o ser humano tenha um desenvolvimento integral, combatendo e ressaltando toda forma de miséria (material e moral). Sabemos que isso é dever de nossos órgãos públicos com seus respectivos e legítimos representantes e também de toda sociedade com particular missão dos meios de comunicação social.

Acredito que este caminho deve passar pela família. Não desconheço os grandes desafios da cultura atual e das grandes transformações que estão sofrendo os comportamentos e valores morais e éticos. Sem dúvida a família passa por grandes transformações. Não podemos ficar apenas com a angústia no coração, com o medo do novo ou com o saudosismo do passado. Para nós, Cristo está muito mais no futuro que no passado. Sinto que o Espírito Santo está nos proporcionando este tempo de graça, de revisão, de questionamento, de síntese para o novo que vem acontecendo. É preciso pois captar "os sinais dos tempos".

Por outro lado, é preciso um olhar crítico sobre esta mesma realidade e questionar certas ideologias ou meios que levantam a bandeira do enfraquecimento dos vínculos familiares chegando até mesmo a favorecer sua dissolução.

Não podemos nos iludir com uma concepção limitada de liberdade que exclui toda responsabilidade, espírito de sacrifício e renúncia. A liberdade acontece quando o ser humano não abdica da sua verdade aberta ao outro e ao absoluto.

As famílias cristãs têm no mundo de hoje um grande contributo a oferecer para um diálogo sério no intuito da busca da verdade. Devemos reafirmar que o Amor será sempre o princípio fundamental que garantirá a verdadeira liberdade e felicidade de toda comunidade humana. Com sua profunda gratuidade ele pode vencer o egoísmo; na sua dimensão de fecundidade pode abrir os horizontes de uma sexualidade voltada quase exclusivamente para o prazer e o jogo; enfim, este requer fidelidade, ou seja, uniões além dos instintos, mas comprometidas com o outro(a), sua história e por ventura, os demais que virão a participar deste processo, particularmente os filhos.

 A palavra de Deus nos aponta algumas perspectivas que podem nos ajudar a vivenciar tudo isso. Os filhos devem honrar pai e mãe. Devem respeitá-los, socorrê-los, e compadecer-se deles na velhice. Tudo isso é cumprimento da vontade de Deus (cf.Eclo 3,2-6.12-14). A compaixão, a bondade, a humildade, a mansidão, o perdão mútuo, o suportar o outro por caridade são virtudes que devem reinar na vida em família. Tudo deve ser feito no Senhor. Assim, as mulheres devem ser solícitas como Cristo à sua Igreja. Os filhos devem obedecer aos pais em tudo, pois isso é agradável ao Senhor, os pais não irritarão os filhos, para que eles não se desanimem (cf.Cl 3,12-21). E embora passando por preocupações, dificuldades e problemas, se temente a Deus, a família será capaz de ver em tudo a presença e ação amorosa de Deus. E muitas vezes não entendo os seus desígnios a ele se abandonarão e confiarão (cf. Mt 2,13-15.19-23).

Desejo a vocês, que o Encontro com Cristo, especial nesses dias, seja renovado diariamente, para que a missão sagrada do matrimônio que receberam possa produzir frutos de alegria e comunhão nos seus lares, na Igreja e na sociedade.

Com carinho, apreço e admiração,

Pe. Aureo Nogueira de Freitas - Pároco

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